Alexandre de Moraes é o novo comandante das policias de São Paulo e não dará trégua ao crime organizado no Litoral Norte paulista

Novo secretário da Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes ao lado de Kassab que é defensor e novo aliado de Aécio Neves com o PSDB

Novo secretário da Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes ao lado de Kassab que é defensor e novo aliado de Aécio Neves com o PSDB

O novo secretário da Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, afirmou nesta quarta-feira (17) que os focos principais de sua gestão à frente da pasta serão a redução dos atuais índices de roubos e o combate ao crime organizado. Em anúncio como novo titular da pasta, informação antecipada pela Folha de S.Paulo, ele afirmou que pretende aumentar a interlocução da administração estadual com os governos federal e municipais na segurança pública e investir na área de inteligência policial. “A maior interlocução das Polícias Militar e Civil com o Ministério Público e com o Poder Judiciário é importante para um combate efetivo ao crime organizado”, afirmou. O novo secretário defendeu ainda que São Paulo tenha uma legislação própria na Segurança Pública. Segundo ele, a STF, em julgamento recente, abriu o precedente das Assembleias Legislativas legislaram sobre medidas relacionadas à área. “Nós vamos apresentar ao governador [sugestão] para ele explorar essa possibilidade junto à Assembleia Legislativa de São Paulo para trazer um conjunto de mecanismos de combate à criminalidade, nos moldes do que foi feito na Europa”, disse. Moraes também disse ser favorável ao veto pelo governador de projeto de lei, aprovado na Assembleia Legislativa, que proíbe o uso de bala de borracha pela Polícia Militar em manifestações populares. Ele afirmou que o que deve ser coibido é o mau uso da bala de borracha e defendeu punição ao agente de segurança que utilizá-la de maneira equivocada. ” O tema em si é absolutamente legal. O que deve ser coibida é a má utilização da bala de borracha, assim como a má utilização da arma letal”, disse. “[A bala de borracha] é um instrumento de segurança pública que deve ser bem utilizado”, acrescentou. Moraes foi secretário de Justiça de Alckmin no mandato anterior, indicado pelo então PFL. Também foi secretário municipal de São Paulo de Transportes e Serviços, na gestão de Gilberto Kassab, mas rompeu com o prefeito e deixou o DEM (partido que substituiu o PFL). Ele faz parte de cota pessoal de Geraldo Alckmin. No caso do cartel do Metrô e da CPTM, defendeu o deputado Rodrigo Garcia (DEM), então secretário do Desenvolvimento Econômico. Segundo interlocutores, Moraes estava inicialmente resistente a integrar o secretariado por causa das atividades com o escritório de advocacia. De acordo com pessoas próximas ao governador, a boa relação de Alckmin e Moraes construída no período anterior se manteve mesmo com o ex-secretário fora do governo. O tucano costumava consultá-lo informalmente para assuntos jurídicos e relativos à segurança. Na avaliação de interlocutores do governador, Alckmin tenta colocar na pasta alguém “mais dinâmico” que Grella. A mudança teria como objetivo reduzir o número de roubos na cidade de São Paulo, que cresce há 17 meses na comparação com o ano passado. O atual titular do cargo, Fernando Grella, confirmou que foi convidado para assumir a Secretaria da Justiça, mas disse que recusou a proposta. “Eu fui convidado, agradeci, mas vou retornar ao Ministério Público”, alegou Grella. Ele ainda disse garantir que os índices de roubos cairão a partir do mês que vem. NOVO MANDATO Essa é a sexta substituição anunciada por Alckmin para o secretariado de seu novo mandato. Na semana passada, o governador definiu novos nomes para as pastas de Recursos Hídricos e Fazenda. Na segunda (15), o tucano anunciou a recriação da Secretaria de Governo e a extinção da pasta de Gestão. Definiu também o retorno de Edson Aparecido, que trabalhou na campanha eleitoral, para a Casa Civil. Seu vice-governador, Márcio França (PSB), foi anunciado secretário de Desenvolvimento nesta terça (16). DANÇA DAS CADEIRAS EM SÃO PAULO RECURSOS HÍDRICOS SAI: Mauro Arce ENTRA: Benedito Braga, presidente do Conselho Mundial das Águas e professor da USP FAZENDA SAI: Andrea Calabi ENTRA: Renato Villela, ex-secretário da Fazenda do Rio de Janeiro na gestão Sérgio Cabral (PMDB) GOVERNO (nova) ENTRA: Saulo de Castro, que ocupava a Casa Civil CASA CIVIL SAI: Saulo de Castro ENTRA: Edson Aparecido, deputado federal do PSDB que ocupava a pasta antes das eleições DESENVOLVIMENTO SAI: Nelson Baeta ENTRA: Márcio França (PSB), vice-governador a partir de 2015 SEGURANÇA PÚBLICA SAI: Fernando Grella ENTRA: Alexandre de Moraes, ex-secretário municipal de Transportes na gestão Kassab (PSD).
Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

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