Erisson Macário de Faria vice- presidente da Associação Comercial de Ubatuba faz balanço do movimento de turistas em Ubatuba

Erisson Macário de Faria vice- presidente da  Associação Comercial de Ubatuba e Darlene- no Restaurante Raízes

Erisson Macário de Faria vice- presidente da Associação Comercial de Ubatuba e Darlene- no Restaurante Raízes

Mais uma temporada se passou e claro, todos nós fizemos um balanço pessoal do movimento de turistas em nossa cidade e consequentemente do trade turístico. O sol, como sempre é o nosso grande “secretário de turismo” fazendo com que aumente o número de visitantes em nossa cidade, notícia esta que fora muito boa.

Acredito que todos tenham preparado suas empresas da melhor maneira possível para recepcionar nossos ilustres clientes para que se sintam satisfeitos e seguros com o produto a ser adquirido ou consumido por eles. Muitas vezes recebemos respostas atravessadas ou um rosto fechado de nossos visitantes, mas mesmo assim estamos ali com um sorriso aberto e sendo hospitaleiros faça sol faça chuva, de dia e de noite, fins de semana, feriados, Natal, Réveillon e Carnaval, ou seja, o ano inteiro… Mas por quê?

Porque é assim que conquistamos e fidelizamos nossos clientes, fazendo com que retornem mais vezes em nosso município. Lição básica para o sucesso de nossas empreitadas. Isso se chama “RELACIONAMENTO”, é fundamental para as conquistas de nossos anseios, para a nossa sobrevivência.

Caros associados, tenho notado já ha alguns anos, que uma de nossas instituições públicas – a “Policia Militar”, especificamente aquela que vem pra suprir as necessidades da temporada, não está sintonizada com nossa realidade. Infelizmente nesses últimos anos não foi aplicada por ela a HOSPITALIDADE, a cordialidade. Faltou de sua parte o ELO com os visitantes e com  a população. Será que houve palestras do comando para essa tropa de como tratar bem a população? De como suportar certos excessos dos cidadãos?

Pois é, mais uma vez, como anos anteriores, vimos nesse carnaval na Av. Iperoig um tratamento desigual aos carnavalescos, onde foram aplicadas bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral, além de “borrachadas” e até socos na boca de mulher que simplesmente foi se identificar ao policial e que queria atravessar a rua no seu direito constitucional de ir para casa. Ouvi várias pessoas reclamando desse tratamento desumano, mas ao ser perguntado por mim se queriam ser testemunhas, infelizmente o medo imperou.

Quando voltava pra casa por volta da 01h00 depois de mais uma noite de serviço, via blocos de 30 a 40 policiais em cada esquina na Av Iperoig, e eu me perguntava, que tipo de policiamento era aquele? Enquanto na própria avenida menores ingeriam bebidas alcoólicas, além de outros consumirem substâncias tóxicas. Gostaria de saber como foi a divisão do policiamento de verão, enquanto alguns lugares sobravam policiais em outros bairros importantes para o turismo, nem viatura se via.

Queridos associados, acredito que todos vocês devem ter uma história a contar. Na verdade o que gostaríamos de ver é uma polícia participativa interagindo com a população e nossos visitantes, compreendendo a expressão utilizada pelos jovens e pelos cidadãos. Sabemos que certas horas ela tem que ser coercitiva, enérgica, mas não podemos generalizar.

Espero que essa crítica construtiva, nos ajude a participar mais de debates com as instituições para que no próximo ano possamos ter um policiamento de verão na mesma sintonia que temos com nossos ilustres turistas.

 

Erisson Macário de Faria

Vice- presidente da ACIU   

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