Pai estupra filha de 11 anos na Praia de Boiçucanga em São Sebastião

Segundo Conselho Tutelar, violência sexual foi atestada em exame

Segundo Conselho Tutelar, violência sexual foi atestada em exame

Um homem é suspeito de estuprar a filha de 11 anos em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. O caso foi denunciado na noite desta segunda-feira (6) e é investigado pela Polícia Civil, após exames constatarem que criança foi vítima de violência sexual. O pai foi detido.
Após ser localizado pela polícia na noite desta segunda (6), por meio de denúncia anônima, o pai e a filha foram encaminhados ao Pronto Socorro da cidade. Segundo o Conselho Tutelar, a violência sexual contra a criança foi constatada por meio de exames feitos no local.
“O pai dela ficou algemado enquanto o exame foi realizado. Depois da constatação, ele foi conduzido até a delegacia, onde prestou depoimento e foi liberado, já que não foi um caso de flagrante”, disse a conselheira Franciane Lopes.
Como a vítima é menor, o inquérito é investigado sob sigilo na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e, por isso, o teor do depoimento do pai não foi revelado pela polícia.
De acordo com a mãe da criança, Florismar Moreira, a menina vivia com o pai e apresentava um comportamento fechado.
“Ela chorava por qualquer coisa. Ontem, assim que cheguei no Pronto Socorro, ela só me abraçou e chorou muito. Ele [o pai] chegou a dizer ontem que fez isso, que [abusava] quando bebia”, disse a mãe da criança.
O tio da menina, Emérson Oliveira de Sousa, disse que ela vivia com o pai devido ao ciúme que ele tinha dela. “Ele sempre demonstrou um ciúme acima do normal e não conseguia lidar com a ideia de que a ex-esposa pudesse ter um namorado convivendo com a criança. Ele chegou a dizer que meu filho, que é uma criança, poderia assediar a garota”, disse.
O delegado responsável pelo caso, José Lamartine Fagundes, informou apenas que vai expedir um pedido de prisão temporária para o acusado, que pode ser preso a partir desta quarta-feira (8). Ele é considerado suspeito do crime.
A criança, que morava no Boiçucanga com o pai, foi levada a um abrigo. A Vara da Infância e Juventude da cidade deve definir o destino da menina.

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