Prefeito Ernane Primazzi anunciou hoje (05) novas medidas e investimento de R$ 600 mil no combate a dengue em São Sebastião

Novos veículos e reforço de 70 braçais estão sendo disponibilizados para o controle e prevenção da doença

Novos veículos e reforço de 70 braçais estão sendo disponibilizados para o controle e prevenção da doença

A prefeitura de São Sebastião está investindo mais de R$ 600 mil em equipamentos, estruturas e ações na luta contra a dengue. Hoje (quinta, 5) o prefeito Ernane Primazzi, (PSC), anunciou várias medidas que irão ajudar diretamente a equipe da Vigilância Epidemiológica da cidade no combate ao Aedes Aegypti.
De acordo com o prefeito, seis veículos adquiridos junto ao governo federal, sendo duas vans, duas montanas e uma caminhonete L200, além de mais dois gols disponibilizados pela Administração, em um investimento que passa dos R$ 400 mil, estão sendo preparados (licenciamento, seguro e identificados com adesivos), para compor a estrutura do setor.
Além disso, cerca de 70 braçais que passaram no último concurso, já estão em processo admissional e em breve reforçarão a equipe de limpeza urbana no município.
Outra medida que já está sendo estudada por gestores da secretaria de Saúde e dirigentes do Hospital de Clínicas, é uma alternativa (tendas ou containeres) para melhor atender os pacientes diminuindo o tempo de espera e dando melhor atenção para o manejo dos casos de pessoas acometidas pela Dengue, devido ao aumento de procura por atendimento no Pronto Socorro.
A Vigilância Epidemiológica alerta para a gravidade da doença na região. De acordo com os dados divulgados das secretarias de Saúde dos quatro municípios, a região já tem confirmados mais de 800 casos de dengue no Litoral Norte, somente nos primeiros dois meses do ano. “Destes, cerca de 754 só na cidade de Caraguatatuba, que já declarou estado de calamidade pública”, explicou o diretor de Vigilância em Saúde, Givanildo Tavares.
Em São Sebastião, segundo Tavares, já foram confirmados 61 casos no mesmo período (de 01/01/15 a 28/2/15).
Para o prefeito Ernane Primazzi, a dengue é uma doença que precisa ser combatida na prevenção, por isso, todas as medidas já vem sendo tomadas ao longo dos últimos anos em todo município.
Segundo ele, além destes novos e importantes investimentos, São Sebastião é a única cidade do Litoral Norte que conta com a “Casa da Dengue”, instalada há dois anos no centro da cidade, para abrigar toda a estrutura necessária no combate ao mosquito. “Além da estrutura física, hoje contamos com 42 agentes de combate a epidemias, destes 33 diretamente ligados ao controle do vetor”, destacou o prefeito.
No entanto, o prefeito explica que todo e qualquer investimento feito no combate da doença, não será suficiente se a população não fizer a sua parte. “Mesmo que o poder público coloque o Exército na rua, ainda assim não será suficiente para eliminar o mosquito se a comunidade não entender que a proliferação das larvas está ligada diretamente à limpeza e organização do ambiente onde vive”, orientou o prefeito.
FUMACÊ
Outro alerta feito pela Vigilância em Saúde de São Sebastião é sobre o uso do “fumacê” no combate ao pernilongo (CULEX), cuja aplicação vem sendo alvo de grande solicitação por parte da população.
De acordo com Tavares o uso em excesso do “fumacê” pode deixar o outro mosquito, o Aedes Aegypti, mais resistente, deixando a cidade vulnerável no controle e podendo enfrentar aumento nos casos de dengue e possivelmente da febre Chikungunya.
“Cientistas observam que o uso do fumacê, contra o pernilongo CULEX com frequência acima do recomendado ( três ciclos de aplicação por área) pode resultar em um efeito inverso e, ao invés de eliminar o pernilongo, pode contribuir para que ele fique resistente à ação do veneno e, com isso, se torne ainda mais difícil o combate a esses vetores de doenças”, esclareceu Tavares.
Quanto à Dengue, ele explica que pesquisas realizadas pela SUCEN apontaram que o mosquito infectado com o vírus da dengue possui hábitos intradomiciliares e por esse motivo várias pessoas da mesma família contraem a doença. Para este caso é feita a nebulização com outro tipo de inseticida, autorizado pelo Ministério da Saúde.
Outro dado importante é em relação à eficácia limitada do uso de inseticida, porque o veneno elimina somente os mosquitos adultos, não atingindo os ovos e larvas. Por isso, o controle mecânico (eliminação de criadouros) e biológico, que consiste na aplicação de larvicida nas valas e córregos, é a medida mais eficiente, pois elimina o mosquito antes que possa picar as pessoas.
Além disso, o uso indiscriminado do fumacê causa danos ao meio ambiente, com a morte de insetos polinizadores – como abelhas, borboletas e predadores naturais.
Vale destacar que alguns municípios que insistiram em aplicar o “fumacê” tiveram que responder perante o Ministério Público por conta dos eventuais danos ambientais decorrentes da aplicação do inseticida de forma indiscriminada. Por esse motivo a Secretaria da Saúde adotará o procedimento de controle adequado.

As ações também previnem o surgimento da febre Chikugunya

Três equipes de combate às endemias subordinadas à Vigilância Epidemiológica de São Sebastião executaram um trabalho de bloqueio no Jaraguá, na Costa Norte do município, na manhã desta quinta-feira (5).

O bloqueio é uma ação de vistoria e orientação aos munícipes que moram num raio de 800m onde há um caso confirmado do mosquito. Logo após a nebulização é feita uma “varredura” no local para eliminar qualquer possível criadouro do transmissor.

Uma das coordenadoras de equipe, Adriana Moreira Santos, falou sobre a dificuldade de conseguir liberação de alguns moradores para o trabalho das equipes. “Precisamos que todos entendam a gravidade da doença e nos ajudem com os cuidados diários necessários para evitarmos uma proliferação. O momento é de unir forças”, relatou.

São Sebastião possui uma extensão de mais de 100 quilômetros de costa, dificultando consideravelmente o deslocamento e as ações. A Vigilância Epidemiológica tem investido diversos recursos durante todo ano para evitar que a cidade sofra um surto da doença. Em contrapartida, o vetor utilizado como portador da febre Chikungunya – o mesmo da dengue – ou seja, o Aedes Aegypti quando eliminado afasta o perigo de contaminação. Até o momento, nenhum caso foi registrado em São Sebastião.

O mosquito Aedes aegypti mede menos de um centímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas. Costuma picar, transmitindo a dengue, nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando o sol forte. No entanto, mesmo nas horas quentes ele pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa. Há suspeitas de que alguns ataquem durante a noite. O indivíduo não percebe a picada, pois não dói e nem coça no momento. Por ser um mosquito que voa baixo – até dois metros – é comum ele picar nos joelhos, panturrilhas e pés.

Prevenção

  • Mantenha caixas d’água bem fechadas com tampa e tela
  • Remova folhas, galhos e tudo o que possa impedir a água de correr pelas calhas.
  • Não deixe a água de chuva acumulada sobre a laje
  • Se você possui tanques ou recipientes para armazenamento de água, lave-os com água e sabão semanalmente e os mantenha tampados.
  • Coloque areia nos vasos de planta. Apesar de simples, esta é uma das ações mais importantes no combate.
  • Guarde garrafas sempre de cabeça para baixo
  • Pneus devem ser descartados corretamente ou abrigados em locais seguros contra a chuva.
  • Coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha bem fechada
  • Não jogue lixo em terrenos baldios e não descarte sofás, aparelhos eletrodomésticos, entulhos ou podas de árvores em qualquer lugar. O descarte desses materiais deve ser feito de maneira responsável com contratação de caçambas.

Sintomas

Dengue Clássica

Os sintomas da dengue iniciam de uma hora para outra e duram entre cinco a sete dias. Os principais sinais são:

  • Febre alta com início súbito (39° a 40°C)
  • Forte  dor de cabeça
  • Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos
  • Perda do paladar e apetite
  • Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores
  • Náuseas e vômitos
  • Tontura
  • Extremo cansaço
  • Moleza e dor no corpo
  • Muitas dores nos ossos e articulações
  • Dor abdominal (principalmente em crianças).

Dengue Hemorrágica

Os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue clássica. A diferença é que a febre diminui ou cessa após o terceiro ou quarto dia da doença e surgem hemorragias em função do sangramento de pequenos vasos na pele e nos órgãos internos. Quando acaba a febre começam a surgir os sinais de alerta:

  • Dores abdominais fortes e contínuas
  • Vômitos persistentes
  • Pele pálida, fria e úmida
  • Sangramento pelo nariz, boca e gengivas
  • Manchas vermelhas na pele
  • Comportamento variando de sonolência à agitação
  • Confusão mental
  • Sede excessiva e boca seca
  • Dificuldade respiratória
  • Queda da pressão arterial.

Na dengue hemorrágica, o quadro clínico se agrava rapidamente, apresentando sinais de insuficiência circulatória. A baixa circulação sanguínea pode levar a pessoa a um estado de choque. Embora a maioria dos pacientes com dengue não desenvolva choque, a presença de certos sinais alertam para esse quadro:

  • Dor abdominal persistente e muito forte
  • Mudança de temperatura do corpo e suor excessivo
  • Comportamento variando de sonolência à agitação
  • Pulso rápido e fraco
  • Palidez
  • Perda de consciência.

A síndrome de choque da dengue, quando não tratada, pode levar a pessoa à morte em até 24 horas. De acordo com estatísticas do Ministério da Saúde, cerca de 5% das pessoas com dengue hemorrágica morrem. (Fonte site minha vida).

(DO/RF)

 

Foto: Rebeca Ingrid/PMSS

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