Professora Kátia Carvalho faz adaptação em Braille da obra do escritor Ziraldo em Caraguatatuba

Kátia Carvalho, que leciona há 15 anos sendo quatro deles dedicados ao trabalho de inclusão, usou técnicas aprendidas em um curso de Braille para a confecção da obra

Kátia Carvalho, ao lado do escritor Ziraldo, que leciona há 15 anos sendo quatro deles dedicados ao trabalho de inclusão, usou técnicas aprendidas em um curso de Braille para a confecção da obra

Para promover o acesso de seus alunos com deficiência à literatura, uma professora da rede municipal de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, iniciou um trabalho em que adapta livros para o sistema Braille, voltado para deficientes visuais. A primeira obra adaptada foi ‘Um Bebê em forma de gente’, do escritor Ziraldo.
Kátia Carvalho, que leciona há 15 anos sendo quatro deles dedicados ao trabalho de inclusão, usou técnicas aprendidas em um curso de Braille para a confecção da obra. Ela adotou fontes ampliadas e imagens em alto relevo para atender crianças com cegueira e baixa visão, o que possibilita a percepção do tato com texturas diversas como plástico, papel e tecidos, por exemplo.
A versão da obra de Ziraldo adaptada ao Braille foi apresentada ao escritor durante uma feira literária em Caraguatatuba na última semana. Ele autografou o exemplar e destacou a iniciativa da professora afirmando que a maior inclusão é a promoção da leitura.
“Inclusão é fazer as crianças gostarem de ler, isto é inclusão. A pior cegueira é não saber ler e escrever, é pior que não enxergar e não saber falar”, disse Ziraldo.
O livro levou cerca de um mês para ficar pronto e chegar até às mãos dos alunos, que têm baixa visão e, segundo a professora, todo trabalho foi recompensado. “Para mim nada foi mais gratificante do que ver meu aluno feliz’”, afirmou a professora.
De acordo com ela, os projetos desenvolvidos na escola têm contribuído para o desenvolvimento do aluno. “Ainda não há muito material disponível para os deficientes visuais, é um pouco complicado, custa caro, (com o projeto) pretendi mostrar que é possível a inclusão”.

Foto: Divulgação

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