Tempestade provoca queda de barreiras e deixa índios sem energia elétrica na praia de Boracéia em São Sebastião

A queda de árvores interrompeu a energia elétrica na Aldeia Indígena Rio Silveiras

A queda de árvores interrompeu a energia elétrica na Aldeia Indígena Rio Silveiras

Em continuidade ao monitoramento das áreas afetadas com a forte chuva que caiu nos dias, a Defesa Civil (DC) esteve nesta quarta-feira (16) na Aldeia Indígena, situada em Boracéia, na Costa Sul de São Sebastião.

No local, o mau tempo provocou a queda de oito barreiras e interditou a passagem de veículos até a moradia do cacique e demais ocas, que ficam no interior da área. Os deslizamentos também atingiram postes da empresa Bandeirante Energia e deixaram os índios sem energia elétrica.

Segundo Carlos Eduardo dos Santos, o Carlão – responsável pela ação – a equipe da DC já realizou o corte das árvores caídas no local e abriu um acesso somente para os pedestres.

A Defesa Civil também solicitou à Secretaria das Administrações Regionais (Seadre) uma máquina pá carregadeira e caminhões para remover as barreiras e assim liberar o tráfego dos veículos. “Assim que o trabalho for concluído, a Bandeirante Energia irá repor os postes e toda a fiação que está completamente danificada para restabelecer a energia aos índios. O responsável pela concessionária esteve na aldeia conosco”, explicou Carlão.

Ele conta que as crianças, enquanto a situação não for resolvida, passam o dia na escola da comunidade, onde também fazem a alimentação. Já os adultos seguem a vida normal no cultivo dos alimentos ou confecção de artesanato.

DER

Outro local monitorado pela DC é o deslizamento de terra ocorrido no Sítio Velho, em Barra do Una, que pode ter acontecido em função do muro atirantado (estrutura de contenção) da estrada Rio-Santos (altura do km 179) ter cedido morro abaixo. O incidente destruiu parte de uma casa de madeira – que está condenada – e obstruiu um curso d’água.

De acordo com a Defesa Civil, um relatório sobre o caso foi encaminhado ao DER (Departamento de Estradas de Rodagem) para que o órgão vá ao trecho e analise o acontecimento.

Os agentes estiveram, ainda, na subida do morro em Barra do Una, que dá acesso à praia de Juquehy, com a finalidade de verificar a situação. Neste trecho, em março de 2013, ocorreu um escorregamento de terra e colocou em risco o duto da Petrobras. A estatal, então, iniciou uma obra de contenção que ainda está em andamento.

Durante a última segunda-feira, a lama oriunda desse desmoronamento desceu pela antiga SP-55 e atingiu algumas casas existentes na avenida Magno dos Passos Bittencourt, que ficaram completamente sujas.

Interditados

Ainda com relação a deslizamentos, a Defesa Civil informa que os imóveis situados nas Vilas Pantanal e Pernambuco, em Juquehy, continuam interditados. “Os moradores estão na casa de parentes porque o solo está encharcado e oferece risco de escorregamentos. Vamos avaliar melhor a situação depois que tiver uns três dias de sol, mas provavelmente algumas famílias não poderão mais voltar para suas moradias”, acredita Carlão.

(RS\VM)

Foto: Munir El Hage|PMSS

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